Contos

Não seja “Maria vai com as outras”, só pra ser legal!

– Vamos, vai ser legal! – disse sua amiga.

– Ah, não sei.. Não conheço essas pessoas! – retrucou Renata.

– Relaxa, lá é um ambiente super tranquilo. Não tem nada de errado. Vamos se divertir um pouco!

– Tá bem, tá bem..

Chegando no local da festa, era uma casa em um terreno comprido, meio escondida da cidade. Renata já estava se sentindo deslocada. Afinal, não conhecia absolutamente ninguém ali, apenas sua amiga. Elas foram caminhando cada vez mais pra dentro da casa e, ela estava ficando com medo do que via. Tinha muita gente, algumas pessoas jogadas no chão, outras sentadas na frente de uma mesinha cheia de um componente branco. Olhando pro lado, ela viu umas pessoas num canto, pareciam assustadas e com medo, outras riam sem parar. Ela não fazia ideia do que estava fazendo naquele lugar.

Resolveu então, ficar totalmente na dela. Não queria que ninguém fosse falar com ela, estava muito assustada e com medo. Sua amiga, por sua vez, parecia estar se divertindo horrores. Renata resolveu que precisava sair dali e falou pra sua amiga:

– Vou embora!

– Como assim? Acabamos de chegar!

– Esse lugar não é pra mim, não estou me sentindo bem aqui. Você pode ficar, eu chamo um táxi.

– Affe! – resmungou sua amiga – como você é cafona!

Renata então saiu andando, precisava muito sair dali imediatamente. Chamou um táxi e, enquanto estava voltando pra casa, começou a pensar se ela realmente era cafona mas, ao mesmo tempo, ficou se questionando se aquele era realmente um ambiente normal dos jovens de hoje, cheio de drogas e pessoas caindo pelos cantos. “Sério, isso é mesmo normal?”, se perguntava ela. Como pode alguém se sentir tão bem em passar mal? Em ficar delirando e, muitas vezes, não conseguir nem se manter de pé?

“Não, esse ambiente não é pra mim. Não preciso disso pra ser feliz, não vale a pena. É melhor me afastar agora, antes que sobre para mim um dia!”

E foi assim, que Renata percebeu que não é só porque seus amigos fazem, que ela deveria fazer também para ser “legal” e aceita na sociedade. Não! Ela se afastou de todos que estavam muito envolvidos com drogas, e enquanto eles só pensavam em “se divertir” todos os dias, ela estudou muito, se dedicou no trabalho, se esforçou ao máximo. Hoje, ela é uma das pessoas mais inteligentes e ricas da sua cidade. Enquanto isso, aquela sua amiga que a arrastou para a tal festa, tem cinco filhos pequenos, mora com o pai do seu último filho apenas de favor. Não consegue trabalho, nunca tem dinheiro para nada. Vivia festejando todos os dias da semana, só pensava em beber e usar drogas, gastava todo seu dinheiro com isso. Não teve perspectiva nenhuma na vida!


* Conto totalmente fictício.
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