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Cansei desse jogo de desinteresse.

Em um dia desses estava, tranquilamente, vendo as postagens de um grupo de Facebook. Um grupo em que a maioria das pessoas são mulheres e pedem conselhos, sendo muitos deles sobre relacionamento.
E eu comecei a analisar o tipo de conselhos que as pessoas davam às outras, e confesso que isso me intrigou um pouco. Porque, por exemplo, vai que uma menina posta lá no grupo que está chateada, que tem brigado bastante com o namorado e não sabe mais o que fazer (um exemplo besta), sabe quais são as opiniões das outras meninas? A maioria diz “ele não está mais interessado em você, segue o baile e vá ser solteira” ou então “ele tem outra, termina”, e assim vai. Com isso, sabe o que parece? Que elas estão interessadas no namorado da menina ou então que estão infelizes, porque ninguém quer elas e acham que todos devem ser infelizes também. Todo esse jogo de desinteresse, me assusta, de verdade.
As pessoas não sabem o que está acontecendo na vida do outro e já acha que tem o direito de fazer suposições e dar os piores conselhos. Ao invés de falar “conversa com ele, fala o que pensa, o que sente. Tudo vai ficar bem!”, não, tem que falar pra terminar logo. Parece que essa é a melhor solução pra tudo na vida, terminar o que não está indo bem e começar outra coisa, sem ao menos saber se é isso mesmo que quer, sem pensar nas consequências, no futuro. E não, não é o melhor a se fazer. Tudo na vida são fases e temos que passar por elas, sendo boas ou ruins. Estão se desentendendo? Conversem. Falem o que está incomodando e achem uma solução que esteja de acordo com os dois. Essa é a melhor maneira de encarar as coisas (no caso dos conselhos, digo).
Porém, não é só em relacionamento que tem esse lance de desapego, de desinteresse. Em amizades, na vida, em todos os lugares vemos isso. E é muito triste ver que o mundo está desse jeito, muito mesmo. Cadê aquelas pessoas que estão dispostas a ajudar o outro? Mas que realmente estejam dispostas, não só chegar pro coleguinha e falar “conte comigo”, e na primeira oportunidade, fingir que não está nem ai. Entende o que quero dizer?
Parece que virou moda esse lance de ser “desapegado” com as coisas. Essa geração, de hoje em dia, tem que ficar demonstrando a todo momento que não está nem ai com nada, com ninguém. Que não tem sentimentos, que não se importa. Vamos combinar, que no fundo, se importa sim, mas é mais fácil falar que não, pra achar que é superior ao outro.
Cadê aquela demonstração de amor, de carinho, de amizade? Querer saber se o outro realmente está bem e não só perguntar por perguntar. Querer saber como foi seu dia. Falar que sente saudades e marcar de encontrar, não só ficar naquele “vamos marcar qualquer dia”, sabendo que esse qualquer dia nunca chegará. Demonstrar um afeto não faz mal à ninguém, não é vergonha pra ninguém. Muito pelo contrário, é lindo.
Se mais pessoas fossem assim, tenho certeza que o mundo seria muito melhor. Sem falsidades, sem querer passar a perna no amiguinho pra tentar ser melhor que ele. Porque, de verdade, de pessoas desinteressadas, o mundo já está cheio.

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